Virás um dia, morte.
Hei de abraçá-la
sem sede: calma.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Se eu me deprimo é porque eu tenho uma felicidade tão grande, mas tão grande, que eu quero dividi-la com o mundo e não consigo. Silêncio, passividade, trabalho, trabalho, trabalho, seriedade. Não ser ouvido dói, e muito. Mas talvez o que mais doa, é saber que o leitor neste momento concorda com o meu texto, e é justamente dele que eu estou falando mal.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Bom humor!
"A mim me parece que a razão tem de mandar sobre a vontade. Isto parece ser a coisa mais fria e mais forte que se pode dizer. Mas creio que somos racionais, e temos a obrigação de ser racionais, e de não nos deixar levar, jamais, pelo instinto. Ou seja, recuso-me a chorar, a ficar insatisfeita, deprimida. Ah, mas a depressão existe... sim. Pois sim... mas tomamos uns comprimidos e vamos trabalhar, ponto. Sou a favor dos fármacos. Ouve, uma vida inteira a sofrer com dores, quando agora temos fármacos que nos ajudam e vêm uns quatro gurus dizer: Não... é que fazem mal! Não, o que faz mal é passar mal! Temos que desdramatizar sobretudo nós, os privilegiados. Eu não posso estar e não me posso dar ao luxo de estar desesperada, nem sem esperança, nem triste, porque tenho tudo. E mais, tenho, inclusivamente, força para combater, que é o maior privilégio!"
Pílar, esposa de José Saramago.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Felicidade.
A pior falta de compostura que eu observo por aí é gente feliz. Gente feliz a todo instante e a todo lugar. Sorrisos belíssimos, aplacados em dentes fortes expostos timidamente entre lábios leves compostos de uma dança lunar minguante. Quanta pompa. Parece-me, frequentemente, que de tanta gente feliz, a felicidade deve estar sufocada, usada demasiadamente a todo instante e por qualquer motivo. Um celular novo, um sapato novo, um livro novo. Outro livro, outro celular, e mais uma cerveja com aqueles amigos de dez anos de convivência. Super amigos, gente super feliz também. A pior falta de compostura. Falta de compostura porque esse comportamento aniquila aquilo que há de mais valioso no gênero humano: a compaixão. Altruísmo e compaixão são sentimentos inúteis numa sociedade feliz. Quem irá precisar deles? Aqueles teus super amigos felizes? Não, que é isso, eles são tão para cima, não são desse tipinho não. Superam tudo! E eu, que sempre assumi um tom meio melancólico, me sinto agora tão sereno por contemplar uma felicidade rica, uma felicidade que gente feliz não sente, que é preciso ter sentido a vida alfinetar o coração para fazer brotá-la. E isso me dá uma alegria tão grande, que eu me embriago de esperança de encontrar algum ser humano remanescente nesse planeta, e falar a ele desse sentimento tão divino que é a compaixão, e perguntá-lo se ele o conhece.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Cristo
Descobri, agora à noite, o que sempre me afastou do cristianismo: o sentido para com tudo no universo. A explicação cristã sobre a origem, a vida e o além são, no mínimo, responsáveis pelo meu afastamento dos exercícios de fé. Contudo, percebi que sabedoria do nazareno não atinge seu cume na filosofia lógica, mas na atuação, na fé prática. Cristo não foi um grande filósofo sistemático simplesmente porque não era para ele ter sido. Ele não veio para explicar o mundo, mas para apontar um caminho, uma possibilidade de fuga diante do trágico. A filosofia cristã, neste sentido, é puramente experimental, porque Deus não é semântico - e a isso deve-se preservar os mistérios ou encarar a loucura e os perigos de uma fé sistemática -, mas uma força que se imiscui nos sentidos construídos na prática do ser enquanto possibilidade de felicidade humana. Pensar assim é arriscar aquilo que Agostinho havia postulado em seu Cidade de Deus: que um dia a metafísica faria sentido e futuro e presente seriam uno, o paraíso tomaria conta do terreno. É possível pensar, nessa linha lógica, um efeito inverso: não que a o além tome a matéria, mas que a prática divina se faça óbvia, que o paraíso seja terreno. Por isso a imagem de Cristo mais querida por mim, tinha que ser uma borrada. O Deus cristão jamais pode ser inteligível.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
O dharma é bom companheirooooooo, niguém pode negar! =D
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